3 de novembro de 2017

O Ponto Nemo





Há um lugar no Oceano Pacífico onde dormem naves espaciais e habitam monstros marinhos





Este lugar se chama Ponto Nemo, um ponto de inacessibilidade em nosso planeta, o lugar mais difícil de se chegar em todo o globo, tanto por nós como por qualquer outra forma de vida que aqui existe.





Situado no Oceano Pacífico nas coordenadas 48° 56.6' sul e 123° 23.6' oeste este ponto foi definido matematicamente por um engenheiro chamado Hrvoje Lukatela em 1992.

Possuindo uma circunferência de 16.900 km sem nenhum ponto de terra emersa, este lugar fica equidistante de 3 ilhas inabitáveis, no extremo sul pela Ilha Maher próxima a Antártida, a nordeste pela Ilha Moto Nui, próxima a ilha da Páscoa e a noroeste pelo Atol Ducie.

Os humanos mais próximos deste lugar são os tripulantes da ISS quando passam próximo deste rota há 400 km de altitude.







O nome original era "pólo oceânico de inacessibilidade" mas recebeu o nome de Nemo em homenagem ao anti-herói dos romances de Júlio Verne, Capitão Nemo, nome este que em latim significa ninguém.



Mas antes disso acontecer a ciência e a literatura já utilizavam esta região para seus propósitos, esta região é o destino final de mais de 250 naves e satélites de todas as agências espaciais, que após terminarem suas missões são direcionadas a esta região para seu descanso eterno no fundo do leito do oceano.

E também vivia neste lugar o deus marinho criado por H.P. Lovecraft

CTHULHU



Além do que lá vive nos contos de H.P. Lovecraft realmente não existe muita vida na região, por ser muito isolada de terra firme os ventos não conseguem levar muita matéria orgânica até lá e o local se encontra no giro do Pacífico sul que é uma enorme corrente oceânica rotatória o que faz não existir peixes ou seres aquáticos em geral. Também é um ambiente extremo, com águas na superfície em torno dos 7°C e nas profundezas com magma vindo das placas tectônicas de Nazca e do Pacífico.

O pesadelo de qualquer náufrago, o antidestino.





2 de novembro de 2017

4 passos para aprender tudo que você quiser, segundo um Nobel da Física




Na escola, na faculdade e até mesmo no dia a dia, é comum nos depararmos com assuntos que não conseguimos compreender.

Mas Richard Feynman (1918-1988), ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1965, garantia que existe uma tática simples que ajuda a entender qualquer tema.

O próprio Feynman sempre foi reconhecido por essa característica entre os colegas: ele tinha muito talento para transformar explicações de coisas muito complexas em algo simples e fácil de entender.

E seu entusiasmo para explicar os conceitos mais difíceis costumava contagiar quem estava por perto.




O que Feynman defende em sua técnica é que existem dois tipos de sabedoria: a que é focada em saber apenas o nome de algo e a que é focada em de fato saber algo.

A receita para a real aprendizagem, segundo ele, é a última - e pode ser aplicada observando os quatro passos a seguir:



1) Escolha um conceito

Qualquer um que preferir. Pode ser um de macroeconomia, economia doméstica ou qualquer coisa que vier a cabeça.

Seja química ou culinária, ou primeiro uma e depois a outra. E anote o conceito - o mais importante aí é desenvolver o raciocínio.

2) Escreva-o como se estivesse ensinando uma criança

Redija, então, tudo o sabe sobre esse conceito.

Mas atenção: você precisa fazer isso da maneira mais simples possível. Escreva como se estivesse explicando para uma criança - ainda que isso pareça absurdo e desnecessário, é um passo muito importante.

Assegure-se de que, do início ao fim, você esteja usando uma linguagem bem simples. Além disso, evite jargões e expressões prontas que partam do pressuposto de que você já sabe o conceito delas.

Explique cada detalhe de tudo e não caia na tentação de omitir algo que, na sua visão, está subentendido.

3) Volte no tema e pesquise sobre ele

No passo anterior, provavelmente você encontrou lacunas no seu conhecimento. Coisas que você esqueceu e que não conseguiu explicar.

E esse é o momento em que você começa realmente a aprender. Volte à fonte de informações sobre esse tema e pesquise o que ainda falta entender.

E, quando você achar que cada subtema está claro, tente escrever no papel a explicação para ele de uma maneira que até uma criança entenderia.

Quando você se sentir satisfeito e estiver compreendendo tudo o que antes estava confuso, volte à redação original e continue escrevendo as explicações nela.

4) Revise e simplifique ainda mais

Depois de passar por todas essas etapas, revise o que escreveu e simplifique. Certifique-se novamente de que não usou nenhum jargão associado com o tema que está te intrigando.

Leia tudo em voz alta. Preste atenção para perceber se está tudo exposto da maneira mais clara possível.

Se a explicação não for simples ou se soar confusa, interprete isso como um sinal de que você não está entendendo algo.

Crie analogias para explicar o conceito, porque isso ajuda a esclarecer tudo na sua cabeça e é a prova de que você está realmente dominando aquele tema.

14 de junho de 2013

A Beleza não esta nos olhos de quem vê


A Beleza não esta nos olhos de quem vê....

Mas na alma daqueles que sente,e verdadeiramente ama Aquilo que está sendo observado.....

6 de junho de 2013

O Som do Big Bang

O professor de física John Cramer recriou o que seria o som da grande explosão que deu origem ao universo há 13,8 bilhões de anos. Para isso, o pesquisador usou dados da radiação cósmica de fundo, o resquício do Big Bang e que preenche o universo.

O professor da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, teve a ideia de recriar o som do Big Bang quando foi perguntado se o som da explosão está gravado em algum lugar. Cramer respondeu que não, mas decidiu recriá-lo.

A radiação cósmica de fundo do universo é composta por ecos de luz que sobraram do Big Bang. Em seu artigo científico, Cramer explica que as variações de temperatura da radiação cósmica, na verdade, são o som do Big Bang.

O professor inseriu os dados no software Mathematica e depois os converteu em áudio há dez anos. O som era tão baixo que foi preciso aumentar a frequência em 100 septilhões de vezes (o 100 seguido de 24 zeros a mais) para ter as gravações em uma faixa ouvida por humanos.

Agora, Cramer conseguiu atualizar o som. Isso foi possível graças à sonda espacial Planck, que forneceu o mapa mais detalhado do universo. A sonda europeia enviada ao espaço em 2009 consegue distinguir variações de temperatura na radiação de fundo em alguns milionésimos de grau. Sua missão é detectar o rastro da primeira luz emitida depois da grande explosão.

Com os novos dados, Cramer refez o áudio, que agora representa o som do período entre 380.000 e 760.000 anos após o Big Bang. O professor ajustou o áudio para refletir a expansão do universo e aumentou a frequência para que o som pudesse ser ouvido por humanos. O efeito é parecido com o que os sismólogos descrevem como um terremoto de magnitude 9. Porém, se espalharia por todo o universo.

Ouça o som do Big Bang a seguir:


Fonte: info.abril

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